Reunião da Tu MMM 72/RJ

Comente este artigo!

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

PARA UM ARISTOCRATA ARTILHEIRO

   No Principado da Paula e Sousa, uma avenida de árvores frondosas situada entre o Maracanã e a Tijuca, governava antigo soberano diretamente do Bar do Chico, autêntico strawberry fields local, donde espocavam proclamações festejadas por seus súditos reverentes. Contam que ao ouvir que Garota de Ipanema era a segunda música mais tocada no mundo, Tom perguntou: “E a primeira”? Imagine, responderam. O Maestro retrucou: “Dos Beatles? Mas eles são quatro! A minha, então, é a primeira! Se o Bar do Chico tivesse sido comparado ao jardim das delícias do quarteto fabuloso, certamente a reação do jovial aristocrata seria idêntica.

    O personagem central deste reencontro de amizades longevas incorporava a persona do tijucano clássico, nostálgico do mítico Café Palheta, da grandiosidade do Olinda, das matinês infanto-juvenis do Metro, do Art Palácio e da diversidade de cinemas vizinhos, das domingueiras, no Tijuca Tênis Clube, dos áureos tempos do América e do Municipal, dos ensaios do Salgueiro,  dos cenários bucólicos do Alto da Boa Vista, do Lafayette, do Instituto de Educação, do Pedro II e, claro, do Colégio Militar de seus amores eternos.        
   Feito poucos, sabia conciliar lealdade bairrista com o sentimento efusivo da legítima percepção carioca do Universo, em que o paraíso na terra fora estabelecido no entorno da Baía de Guanabara, desde a era da pedra lascada. Amante de praia, carros turbinados, futebol e flamenguista roxo, ele torcia por clubes do Rio contra rivais comuns – elogiável fair-play!
    Quando um valor mais alto se alevanta, ruge a vocação artilheira batizada em Resende para ser confirmada nas linhas de fogo do lendário Boi de Botas, em Santa Maria da Boca do Monte.  
    Em agosto de 2004 expandiu seus domínios à Praia Vermelha, a partir dali definitivo enclave afetivo da Intrépida Turma Mascarenhas de Moraes - muito mais que Turma, um estado d`alma aqui manifesto nas ilustres presenças bissextas do eterno herói 303, Goellner, e dos honoráveis Carneiro, Cabete e Porventura, agora tão canhoneiros quanto o inesquecível Luiz Antonio Brandão de Souza Pinto, o fundador, inspirador e guia de uma incrível irmandade.  
   Até que na manhã ensolarada da terça-feira, três de julho de 2018, de repente, o poderoso fidalgo incorporou no exército de São Miguel Arcanjo, conquistando o derradeiro louvor que fica, eleva, honra e consola – a saudade dos companheiros.        
   Ave, Pimpim!
   Nesta celebração renovada a cada mês, você está sempre entre nós – Maria Luiza, Wilsinho,  Soeiro, Júnior, Renato, demais familiares e confrades, prontos a entoar o brado que o seu DNA artilheiro anunciava ao velho canhão na entrada do CMPV:
   PEÇA ATIROU!   
   À ARTILHARIA:
   HIP!  HURRAH!  HIP!  HURRAH!  HIP!  HURRAH!   
   Eterno Cadete de Cavalaria nr 1039 – Nilo.
   Rio de Janeiro, 7 de julho de 2023.